sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Dos 17 aos 19


“Numa determinada Praça de certa rua, descobrir o sentido da vida. Joguei bola, cair com as duas pernas para o alto, e bati com a bunda no chão. Corri na frente dos carros, sentir a minha adrenalina ir às alturas e vivi momentos pavorosos. Convive com pessoas ingênuas, medingos, honestas, drogadas e traidores. Fui amada por muitos e me apaixonei uma vez, fui à queridinha da Praça e a Princesa de um lindo coração. Enxuguei lágrimas e também fui à culpada de muitas outras caírem, mas também chorei e por várias vezes não encontrei quem enxugasse as minhas. Sempre muito bronzeada sentir meu coração bater tão forte quanto à percussão do Olodum ao vê-lo tocar. Testemunhei enormes injustiças e uma delas foi ver pessoas que tinham casas serem despejadas, tendo que ir morar nas ruas. Compadeci-me diversas vezes com os medingos passando fome e pior que isso, não tendo onde dormir nas noites frias e de tempestades. Presenciei pessoas ricas ficarem pobres, livres serem presos e honestos roubarem. Mudei a vida de um homem pra mudar a minha, troquei o certo pelo duvidoso e descobrir que o certo às vezes pode ser errado e a duvidosa muitas vezes muda pela nossa atitude. Hoje, sofro as conseqüências de ter escolhido o certo, vendo o duvidoso completamente diferente e nada podendo fazer para mudar, por muitas vezes me sinto culpada, sinto que no passado poderia ter feito algo para que tudo fosse diferente, mas ainda tento fazer algo mesmo sem poder. Arrependida... Nunca fiquei, procurei fazer tudo para não me arrepender de nada, o que fiz valeu à pena, se a mudanças, elas ocorrerão ao seu tempo, mas senão ocorrerem, valeu a tentativa, afinal, felicidade existe de verdade dentro de nossos corações o resto são apenas conseqüências de terminados atos.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

É difícil, porém não impossível, encontrar um amor no carnaval


Embora o espírito da folia seja o das relações efêmeras, quem tem menos pressa e mais critério na hora de escolher o parceiro talvez possa ser brindado com uma união que sobrevive à quarta-feira de cinzas. A ideia é divertir-se como Arlequim, porém sem deixar de lado o romantismo de Pierrot. A Colombina que também mora em todos nós gosta bastante dessa combinação.

Nesta época, muitos se entregam ao espírito de liberdade típico da folia carnavalesca sem se preocupar com a continuidade de eventuais aventuras amorosas. Mas há também quem sonhe em encontrar um grande amor entre confetes e serpentinas. Alguns experimentam um sentimento misto: o desejo de viver uma louca paixão e a esperança de que ela se transforme em amor sereno, confiável. Mas será que é possível experimentar os prazeres do corpo nesses parcos quatro dias e ainda gerar um encontro de almas que possa se revelar também um amor duradouro?
A boa notícia é que alguns casais testemunham que sim, é possível. A má é que eles são poucos. Em primeiro lugar porque, cada vez mais, muitos já se preparam para o que os jovens chamam de "pegação", ou seja, para o efêmero. Saem dispostos a se relacionar com qualquer um, dois ou até mais. Nesse contexto, os casais se formam aleatoriamente, sem que se conheçam nem mesmo um pouquinho. Além disso, na escolha apressada, a estética conta mais do que o conteúdo. E, para completar, as máscaras ultrapassam o plano concreto, da vestimenta. A avaliação fica prejudicada e fantasiosa e os defeitos são encobertos ou minimizados em nome do desejo de aproveitar a ocasião. A festa proporciona o cenário ideal para que as diferenças se atenuem e até a hierarquia social seja quebrada, especialmente nos carnavais de rua. Quando, literal e simbolicamente, as máscaras caem, o que resta é amargar um período de quaresma um tanto decepcionante.
Mas por que, então, alguns poucos casais formados nessas circunstâncias perduram após a quarta-feira de cinzas? Pura sorte? Pode ser. Porém, o mais provável é que eles se componham de pessoas com um estilo diferente de iniciar contatos amorosos. Pessoas mais criteriosas, que procuram conhecer um pouco mais o outro antes de partir para o contato físico, que são mais atentas para captar no candidato a parceiro defeitos importantes e diferenças impeditivas para suas necessidades relacionais amorosas. Gente assim acaba demorando um pouco mais para se entregar. Numa competição, talvez perca na quantidade de parceiros, mas ganha na qualidade do vínculo, pois tende a ser mais racional e menos impulsiva - o que, é bom deixar claro, não impede ninguém de viver grandes e prazerosas paixões.
A própria história do carnaval pode ilustrar bem o que estamos falando aqui. Pense no triângulo amoroso formado por Arlequim, Pierrot e Colombina. Arlequim é o fanfarrão, bon-vivant, perseguidor da luxúria. Já Pierrot idealiza o amor puro, inocente, romântico. Colombina, por fim, quer os dois, representa o conflito gerado pela necessidade de escolher entre a paixão fortuita e o amor verdadeiro.
Portanto, meu caro folião, para encontrar paixão e amor no carnaval, além de boa dose de sorte, você precisa equilibrar bem esse triângulo que simbolicamente existe dentro de cada um de nós durante o ano todo. É importante sonhar com o amor, a exemplo de Pierrot, desde que o sonho não comprometa a capacidade crítica. E é válido brincar e se divertir, como Arlequim, desde que não se exagere na dose. Sua parte Colombina agradecerá se puder encontrar em uma só pessoa os dois lados: carnal e espiritual. Boa sorte!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Falta de um amor


Hoje quando acordei e dei de frente com a mesma vida, sentir falta da adrenalina do passado, dos beijos e do amor verdadeiro...
Onde será que ele anda? Me fiz esta pergunta diversas vezes, mas a única resposta que encontrava era que ele estava dentro de mim e que deveria bastar.
Sua voz como no passado ainda me faz feliz e me deixa arrepiada, seu sorriso ainda me faz vê-lo alegre ainda que não esteja, suas palavras soam falsas, mas ainda assim me encantam, dai me pergunto, do que estou sentindo falta?
Eu sei. É de tê-lo do meu lado e me fazendo sorrir, dos teus olhos me deixando cada dia mais apaixonada e do toque das suas mão em meu corpo, por que todo esse conjunto me fazia a mulher mais feliz do mundo, ou simplemente uma Princesa, assim era como ele me chamava.
Sinto falta do meu grande Amor!!!!!!!!!!!!