Foi uma trajetória longa e cansativa até chegarmos a isso que somos hoje: matéria e espírito da melhor qualidade. Melhor? É, não sei bem; mas vamos acreditar; pensamento positivo!
Para uns, somos oriundos de uma ‘costela’; para outros - segundo a teoria de Darwin - somos descendentes de um único ancestral, passando por inúmeras mutações, até chegarmos a essa belezura que somos hoje. Mas há muitas teorias sobre a origem das espécies: a coisa vai longe.
Porém enquadro-me no grupo dos ‘não sei’. Tá difícil de saber de onde vim após ter lido sobre esse assunto fascinante, sobre o nosso ‘aparecimento’ por aqui. E pior, não tenho a mínima idéia pra onde irei após meu último suspiro. Nada é certo. Tudo é dúvida.
Para mim só há uma certeza: vou morrer sem saber de nada, o que lamento. Gostaria muito de saber o meu destino. Tenho lá umas desconfianças, mas ainda estão em “laboratório”; fase de pesquisa!
Enquanto, alguns de meus neurônios estão nesta ‘pesquisa’, outra parte deles estão matutando por outras bandas... E acordei pensando em mim e nos que me rodeiam. Não raro acordo com uma idéia a caminho. E acordei pensando o tanto que somos influenciáveis e vulneráveis à opinião alheia. Às críticas, principalmente. Sem essa de ‘eu sou mais eu’. Isso é balela, sofremos influencias, sim. Uns mais outros menos, dependendo da ‘armadura’ que nos protege.
Crítica é algo que nos ‘balança’ pelo simples fato de que todos nós somos vaidosos, e ninguém é tão auto-suficiente pra ‘matar no peito’ críticas sarcásticas, maldosas, e, muitas vezes, agressões gratuitas, que podem vir a influenciar a opinião pública. O trabalho de um artista, de um escritor, de um pintor ou de um profissional liberal em poucos minutos vai pro brejo.
Somos frágeis. Tanto é que ora estamos felizes, ora tristes. Tristeza é aquela lágrima dolorida que desce da alma desordenando todos nossos sentimentos. Nosso equilíbrio depende de nossas emoções; nossas escolhas têm pesos, nossos atos, conseqüências.
E a felicidade? Essa é fácil: se tivermos amigos sinceros, dinheiro sobrando, vida afetiva maravilhosa, trabalho prazeroso, férias anuais, saúde perfeita, filhos felizes, sonhos realizados e uma doce sogra... Nossa! E mais: se não tivermos contato com gente mesquinha, invejosa, fofoqueira, e, se todos concordarem com nossa opinião, poderemos nos considerar as criaturas mais felizes do mundo!
Pode? Ho, ho... Se resolvermos ser monge no Tibet, viver longe de tudo e de todos, por que não?
Mas, mesmo assim tenho lá minhas dúvidas: será que os monges iriam aceitar criaturas tão esquisitas, tão estressadas e enlouquecidas fazendo parte de suas vidas lá no topo do mundo?
Meio difícil, gente. Acho que não temos mais jeito. Resta-nos empurrar nossos problemas com a barriga, ir ‘rolando a dívida’ e deixar a esperança de construir um mundo melhor para os nossos descendentes.




