segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Minha embriaguez


Tenho vontade de embriagar-me em mim,
Penso em devorar minha própria fome.
Queria um litro de pura e doce alegria,
Beberia muitas doses de minha paciência.

Afogaria-me no meio de milhares sorrisos,
E ainda assim adoraria uma taça de ti.
Pela vida a fora vou seguindo e bebendo,
De minhas angústias, alegrias, tristezas.

Faço dos meus pensamentos a sua fantasia,
Embriago-te com todo o meu prazer e melodia.
Quero-te pelo tempo que for necessário,
Uso-te do jeito que quero e seja onde for.

Abuso de ti como se não fosse apenas um,
Delicio-me das proezas de ter-te mais um dia.
Sorrio quando percebo que estou no caminho,
Que ainda parada e embriagada, faço-te alegria.

Dou muito de mim para muitos que querem assim,
E faço de uma única palavra a sinceridade.
Quero beber muitas garrafas de paciência,
Uma grande taça única de pura tolerância.

Desejo muitas doses de suma felicidade,
Embriago-me dos prazeres da carne e da vida.
Para que ainda um dia eu possa sentar sozinha,
E dizer que bebi a minha vida com sumo prazer.

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Beijinhos de Cláudia Estrella.