Intuição é uma forma de conhecimento que está dentro de todos nós,
embora nem todas as pessoas saibam utilizá-la, de acordo com a psicóloga
Virginia Marchini, fundadora do Centro de Desenvolvimento do Potencial
Intuitivo, de São Paulo. Etimologicamente, explica Virginia, a palavra
intuição vem do latim intueri, que significa considerar, ver
interiormente ou contemplar. O matemático e filósofo Blaise Pascal
referia-se à intuição como o produto da capacidade da mente de fazer
muitas coisas ao mesmo tempo, graças às infinitas conexões inconscientes
que tornam possível à mente consciente fazer escolhas. Grandes
cientistas, entre eles o físico Albert Einstein, considerado o maior
intuitivo da história, enfatizaram o valor do potencial intuitivo. O
psiquiatra Carl Jung dizia sobre o conhecimento intuitivo: “Cada um de
nós tem a sabedoria e o conhecimento que necessita em seu próprio
interior”. Segundo Virginia, a mente intuitiva abre-se a respostas
inovadoras e não dogmáticas, mas aprender a confiar na intuição é um
grande desafio, pois o senso comum ainda considera a intuição um
conhecimento de risco. “Pessoas com baixa auto-estima, por exemplo, têm
mais dificuldade em acreditar na inteligência intuitiva em função de uma
desconfiança em relação a tudo o que venha de seu interior”, diz
Virginia. A psicóloga afirma que é possível desenvolver a intuição por
meio de algumas técnicas, como o treino da habilidade no uso de imagens e
símbolos, a aquisição de uma postura mais reflexiva e o desenvolvimento
da autoconfiança. “Devemos confiar na intuição à medida que a
autoconfiança e o autoconhecimento permitam ao indivíduo separar a
intuição dos seus medos e desejos”, diz Virginia.

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